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Como funciona o teste de velocidade da internet

O teste de velocidade envia e recebe pacotes de dados entre o seu dispositivo e o servidor mais próximo, medindo a taxa de transferência em Mbps (megabits por segundo). O download mede a velocidade de recepção — o que importa para navegar, assistir séries e baixar arquivos. O upload mede a velocidade de envio, essencial para chamadas de vídeo, backups em nuvem e transmissões ao vivo.

A medição do TesteNet é progressiva: começa com uma amostra pequena para estimar a capacidade da linha e vai aumentando o volume de dados até saturar a conexão. Esse método evita que uma conexão rápida seja subestimada por causa do tempo de aquecimento do TCP, e que uma conexão lenta demore demais para concluir o teste. O resultado final considera o pico sustentado de transferência.

O que é considerada uma boa velocidade de internet

Para uso geral — navegação, e-mail, redes sociais e vídeo em HD — de 50 a 100 Mbps já são confortáveis. Streaming em 4K e várias telas simultâneas pedem 250 Mbps ou mais. Em casas com muitos dispositivos conectados (TVs, consoles, câmeras, assistentes de voz), a folga de banda importa mais do que o número absoluto.

Uma referência prática por atividade: 5 Mbps para vídeo em HD, 25 Mbps para 4K, 3 Mbps de upload para uma reunião em vídeo com boa qualidade, 10 Mbps de upload para transmitir ao vivo, e ping abaixo de 30 ms para jogos competitivos. Se o seu resultado é muito inferior ao plano contratado, vale registrar as medições e acionar a operadora com o histórico em mãos.

Ping, jitter e perda de pacotes

O ping é o tempo de ida e volta de um pacote, medido em milissegundos: abaixo de 20 ms é excelente, até 60 ms é aceitável, acima disso a navegação começa a parecer lenta mesmo com banda sobrando. O jitter mede a variação desse tempo entre pacotes consecutivos; valores altos causam áudio picado e quedas em chamadas, mesmo com download alto.

A perda de pacotes indica que parte dos dados não chegou ao destino e precisou ser reenviada. Qualquer valor acima de 1% costuma apontar problema no cabo, no roteador, no Wi-Fi congestionado ou na rota da operadora — e é o tipo de defeito que mais degrada a experiência sem aparecer no número de Mbps.

Como melhorar o resultado do seu teste

Prefira conexão por cabo Ethernet ao Wi-Fi, coloque o roteador em posição central e elevada, longe de paredes grossas, metais e micro-ondas, e mantenha o firmware atualizado. Na rede sem fio, a banda de 5 GHz é mais rápida porém tem alcance menor; a de 2,4 GHz alcança mais longe com menos velocidade.

Antes de medir, feche downloads, backups automáticos e streamings em segundo plano, e desconecte dispositivos que não estejam em uso. Repita o teste em horários diferentes: entre 20h e 23h a rede da operadora costuma estar mais carregada, e a diferença entre esse horário e a madrugada revela se o gargalo é seu ou do provedor.